Tentaremos responder o que ocorre agora com o PT e como ele resiste a isso.
O partido está há 13 anos no poder e entrou profundamente na cultura política do país tanto que não há partido que hoje represente melhor nossa herança de patrimonialismo e corrupção que tem já cerca de 500 anos.
O fato de suportar o
ataque das forças organizadas e parte da mídia se deve a três fatores
essenciais:
1º Fator – O PT
é um partido com uma base social consolidada e como conseqüência disso possui
considerável quantidade de deputados e senadores, bem como de deputados
estaduais, vereadores, governadores e prefeitos.
Por base social
chamo os conjuntos organizados da sociedade e não apenas voto popular, ou seja,
sindicatos, organizações não governamentais, centrais sindicais, associações
diversas (de moradores, artistas etc.), entidades estudantis e outras.
2º Fator –
Manteve um predomínio político, mesmo que
fraco, conseguindo garantir uma
aliança com parcela significativa do PMDB, ou seja, o PT fez uma ampla e
fisiológica distribuição de poder, orçamento e vontade e ainda a refez em
momento crítico, primeiro por meio de distribuição de ministérios e cargos, no
momento da composição governamental, e depois, entregando parcela do poder
“quase real” que tem o governo central, no caso da nomeação de Temer para a
articulação política.
3º Fator –
último, mas não menos importante, a “entrega” de enorme parcela do poder
econômico a uma força que teria poder, mesmo agindo à revelia e contra o
governo, de derrubá-lo. Dilma deu aos banqueiros tudo de que necessitavam: o
comando de política econômica ao nomear seu arauto, Joaquim Levy, e ainda, todo
o lucro que tanto gostam e necessitam.




