quarta-feira, 8 de julho de 2015

Estudar é preciso...

Ter uma vida de estudos envolve entre outras coisas uma certa afinidades com livros e leitura...


Isso significa que tê-los por perto, compreender sua natureza, lê-los, está entre as obrigações da vida escolhida.

Ler é uma palavra com muitos significados, Adler, em seu seu livro Como Ler Livros, aponta três...



1. Ler é divertir-se. Ou seja, pegar um romance ou livro de contos para se distrair sem outras preocupações.
2. Ler é informar-se. Traduzindo, significa usar um jornal ou revista para saber o que está acontecendo.
3. Por fim, ler é estudar, formar-se. Usar livros, artigos e outros para ampliar seus conhecimentos acerca do mundo, de si, das pessoas.

Pode-se encontrar outras acepções, obviamente:

4. Decodificar signos linguísticos impressos numa folha.
5. Obter de um texto significados elementares das palavras nele escritas.
6. Retirar de textos tudo que neles há para ser apreendido.

Para ter uma vida de estudos, uma vida intelectual ler terá que significar sempre 3 e 6 e essa é a parte que não é engraçada...mas não basta ler, não é só isso. É necessário escrever em vários sentidos também. É preciso escrever bibliografias, anotar datas, dados, produzir resenhas, artigos...seria a parte chata. E o fundamental, aquilo sem o qual nada funciona, é preciso pensar. Essa é a parte que dói.

Pensar é fundamental, pensar faz parte do ler, do escrever e de sua própria parte. Não dá pra ler sem pensar, é impossível escrever sem pensar. Mas é possível pensar pouco ao ler e ao escrever, vemos isso o tempo todo. Pensar bem, com profundidade e vagar, com rigor e radicalidade não parece ser pra qualquer um, pelo menos não é para pessoas que se acostumaram à preguiça cognitiva, a buscar as soluções mais fáceis e tranquilas, essas passam a maior parte do tempo copiando, seja com os famosos recursos do computador, seja por meio da digitação paciente de textos completos. Mas esses não podem realmente dizer que tem uma vida de estudos, não acham?

E assim fechamos nossas habilidades da vida de estudo que precisam ser exercitadas, desenvolvidas, nunca interrompidas, ler, escrever e pensar. Não é engraçado, é chato e dói...mas tem seus prazeres e compensações. É indescritível encontrar o significado daquela frase em que se passa horas preso buscando por isso, é fantástico ver seu trabalho citado, dentre outros estranhos fenômenos capazes de ser traduzidos em felicidade ou interpretados como sucesso.

Por fim, quem se dedica a vida de estudos acha que isso vale a pena. Meu caso! E o seu?

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