quinta-feira, 4 de junho de 2015

Breve nota acerca de avaliação com complemente sobre o documento da SAE


Por Dídimo Matos

À leitura dos autores clássicos da Educação, com exceção de algum tipo para Luckesi, a impressão que se tem nalguns momentos é de que foi um texto escrito por Lênin para o desembocar da revolução russa, no dia seguinte.
A luta de classes parece ser a base principal do escrito, a revolução pela avaliação o meio, e o socialismo como o paraíso na Terra, o fim.
Lidos por Eric Voegelin, o filósofo alemão provavelmente veria nisso um modo de gnosticismo, o fim seria então, dizia Voegelin, imanentizar o ESCATON, não por meio de uma drástica e armada revolução que acabasse todos os problemas por meio da “revolução bolchevique”, mas ao invés disso por meio de uma revolução mais sutil feita de “avaliações emancipatórias”.

Avaliação e projeto da SAE

Os mecanismos avaliatórios do projeto tem, entre outros fins, o de encontrar no sistema educacional, i) aquelas escolas em que os alunos não aprendem, ii) os alunos que mesmo numa boa escola não aprendem e iii) aqueles alunos para as quais a escola comum é um freio dados seus talentos.
Cada tipo de avaliação teria então um fim diverso.
O primeiro tipo teria como finalidade melhorar por meio de intervenção uma escola que está condenando o conjunto dos seus alunos ao fracasso pessoal futuro como cidadão, pessoa, pai ou mãe, trabalhador ou intelectual.
O segundo tipo teria por fim encontrar aqueles alunos que mesmo com um bom sistema escolar e educacional não reúnem as condições cognitivas que permitissem acompanhar, devidamente, o ritmo do ensino.
O terceiro, por sua vez teria por finalidade encontrar talentos em destaque, aquela parcela genial da população em que se encontram os Newtons, Darwins, Perelmans ou Mozarts e Picassos. Aqueles sujeitos para quem a escola comum não passa de um estorvo ou freio.
Cada sistema de avaliação permitiria um tipo diverso de intervenção modificadora da atitude e prática que seriam os culpados pelo atraso.
No segundo a intervenção se relacionaria com a correção em um sistema alternativo de ensino de problemas cognitivos, os que se relacionam a ordem ou a alguma deficiência de aprendizagem, com o intuito de devolução ao sistema “convencional”.
O terceiro se relaciona por sua vez a um outro sistema educacional paralelo, nesse o objetivo seria então, dar asas as possibilidades, descobrir nossos superdotados, talentosos, gênios, e dar a eles as condições de desenvolvimento desses recursos com abertura inclusive de ascensão acadêmica, queimando etapas entre as classificações de ensino.
Penso que tais modificações são muito bem-vindas, como diz o Ministro Mangabeira Unger, “uma pessoa não pode ser condenada pelo lugar que nasceu a ser excluída ou negligenciada em seus talentos”.



Nenhum comentário:

Postar um comentário