quinta-feira, 28 de maio de 2015

Ainda o paulofreirismo

Semana passada em Minas Gerais um estudante e uma professora protagonizaram uma novela grotesca em que trocas de ofensas, atitudes reprováveis, abusos, foram as marcas do relacionamento discente/docente. A impressionante falta de discernimento e a total falta de respeito caracterizaram a ação do aluno, do outro lado a terrível falta de preparo, a ausência total de autoridade e um certo desequilíbrio, marcaram a atuação da professora, confiram o vídeo...




Na mesma semana publiquei um vídeo no meu Canal em que relacionei o ocorrido com algumas questões ideológicas, apontei os textos A Sagrada Família, de Marx, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, de Engels, e principalmente o paulofreirismo, ideologia criada por Paulo Freire e complementada para pior por muitos de seus seguidores, tais como Gadotti e Cortella, como responsáveis em parte pela tragédia.

Confiram o vídeo aqui...


Explicando rapidamente o que chamo de paulofreirismo...

Paulo Freire é um intelectual de esquerda e um ideólogo da revolução pela educação, um de seus livros mais famosos é o Pedagogia do Oprimido. Nesse livro, entre outras coisas, Freire ataca o conteúdo e a memória na escola, naquilo que ele chama de educação "bancária", ele mesmo usa as aspas. 

Pela sua elaboração a educação bancária seria o esquema da "educação tradicional" que nas suas palavras teria um professor depositante, e um aluno conta, o professor, detentor de todo o saber, depositaria sua sabedoria numa conta vazia, o aluno. Na descrição desse processo os saberes, conteúdo, seriam apenas decorados pelo aluno, sem criticidade, para serem regurgitados em provas "somativas" feitas mais para excluir que para ensinar.

Usando categorias como opressor e oprimido, também encontradas em Marx, sua principal fonte de inspiração, seja diretamente, seja por outros marxistas como Lucáks, Gramsci e outros, Freire identifica o professor com o Opressor e o aluno como Oprimido reproduzindo na sala de aula a luta de classes da sociedade capitalista fora dela. 

Um recurso do professor para fugir da categoria de Opressor seria se apresentar como sujeito de uma educação dialógica, onde ensinar não seria "transmitir conhecimento" e onde "ninguém ensina ninguém", entenda se puder...

"Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo."



Os problemas então começam a se instalar, ora, sendo o professor o opressor e o aluno o oprimido, nada mais natural que o conflito se efetivar à medida que os alunos fossem entronizando o conceito de forma inconsciente e deformada que caracteriza as mentes caóticas formadas nessa esquizofrênica relação entre o "american way of life" das séries e filmes da TV e a "consciência de classe" que os professores repassam aos alunos em sua doutrinação diária.

Isso aliado ao combate aguerrido à religião e a espiritualidade de A Sagrada Família e outros libelos marxistas, o combate à família burguesa que tem base em Engels e sua Origem...desembocam em coisas horripilantes como as perpetradas no vídeo pelo aluno e sua professora. Marx, Engels ou Freire desejavam esse tipo de coisa? Provavelmente, não. Provavelmente estavam recheados de boas intenções e a leitura de seus textos o demonstra, as a aplicação sem análise de certos princípios, ou da defesa da falta deles tem consequências, e essa pode ser uma boa hora de começar a notá-las, pesquisar é preciso.

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